
Peta de Polvilho
Publicado em 10 de julho de 2026
A peta é um biscoito de polvilho tradicional das cozinhas do interior: leve, arejado e crocante, em formato de anelzinho ou ferradura. Ela estala na boca e tem aquele sabor caseiro que a gente associa a café passado na hora e mesa de fazenda.
É prima do biscoito de polvilho e do sequilho, feita com poucos ingredientes e muito carinho. Fica ótima pra acompanhar um café ou chá, e é daquelas receitas que rendem uma lata cheia que dura (se conseguir esconder da família).
Ingredientes
- 500 g de polvilho azedo (ou metade azedo, metade doce)
- 1 xícara de leite
- 1/2 xícara de óleo
- 3 ovos
- 1 colher (chá) de sal
- Queijo ralado (opcional, cerca de 1/2 xícara)

Modo de preparo
- Ferva o leite com o óleo e o sal e despeje sobre o polvilho, escaldando-o. Misture (fica granulado).
- Deixe amornar e junte os ovos um a um, sovando bem até obter uma massa lisa e homogênea.
- Se usar, incorpore o queijo ralado.
- Modele rolinhos e una as pontas formando anéis (ou ferraduras).
- Arrume numa assadeira, deixando espaço entre eles.
- Asse em forno a 180°C por cerca de 25 minutos, até secarem e ficarem levemente dourados e crocantes.
Versões e variações
🍏 Versão fit / sem açúcar
A peta é feita de polvilho, então é naturalmente mais leve que biscoitos de trigo com muita manteiga. Pra deixar mais saudável, reduza o óleo e o queijo, e prefira assar bem sequinha (sem fritar). Use leite desnatado.
Sendo à base de polvilho e assada, a peta é um lanche crocante mais leve que biscoitos amanteigados. Boa companhia pra um café sem açúcar. Como todo biscoito, é pra comer com moderação, mas é uma opção caseira sem conservantes.
🌾 Versão sem glúten
A peta de polvilho é naturalmente sem glúten — o polvilho (fécula de mandioca) não tem trigo, assim como leite, óleo e ovos. É uma das melhores opções de biscoito pra quem é celíaco. Só confira o queijo ralado, se usar (alguns industrializados levam aditivo com glúten), e prefira ralar queijo fresco.
❄️ Como guardar
Guarde em pote ou lata bem fechada, em temperatura ambiente, por até 15 dias. Como todo biscoito seco, a peta dura bastante se ficar protegida da umidade — que é a inimiga da crocância.
Se ela amolecer, dê uma leve reaquecida no forno por alguns minutos pra devolver o crocante. Congela bem a massa crua modelada (asse depois direto do freezer). Assadas, guardam por semanas se bem fechadas.
❓ Perguntas frequentes
Qual a diferença entre peta e biscoito de polvilho?
São muito parecidas — a peta costuma ser mais arejada, leve e 'oca' por dentro, geralmente em formato de anel ou ferradura. O nome e o formato variam por região, mas a base (polvilho escaldado) e a textura crocante são as mesmas.
Uso polvilho doce ou azedo?
O azedo dá mais leveza, crescimento e aquele sabor característico 'estalado'. O doce deixa a peta mais compacta. Uma mistura dos dois equilibra. Pra a peta tradicional, bem arejada, o azedo é o mais indicado.
Minha peta ficou dura como pedra. Por quê?
Provavelmente faltou escaldar bem o polvilho ou sovar a massa o suficiente, ou os rolinhos ficaram grossos. Escalde com o líquido fervente, sove até ficar lisa e modele fininho. Assar até secar por igual também evita o miolo duro.
Posso fazer sem queijo?
Pode. O queijo dá sabor e é opcional. Sem ele, a peta fica mais neutra e leve, ótima pra acompanhar café doce ou pra quem prefere um biscoito mais simples. Ajuste o sal a gosto se tirar o queijo.
Por que a massa fica granulada ao escaldar?
É normal! Ao despejar o líquido fervente sobre o polvilho, ele forma grumos e uma textura granulada. Isso se resolve na hora de sovar com os ovos, quando a massa fica lisa e homogênea. Não se assuste com o aspecto inicial.
Dicas para acertar sempre
Algumas dicas gerais pra ir bem na «Peta de Polvilho»:
- A água ou o leite usados para dissolver o fermento devem estar mornos, nunca quentes — calor demais mata o fermento.
- Sove bem a massa até ela ficar lisa e elástica; isso é o que garante um pão fofinho.
- Deixe a massa crescer em local abafado e sem correntes de ar, coberta com um pano limpo.